Flex novel, Fated to Be Loved by Villains
Fated to Be Loved by Villains

Fated to Be Loved by Villains: Prólogo

 

O efeito borboleta é uma merda. Claro, não há nada de errado com o fenômeno proposto pela teoria.

Decisões diferentes dão resultados diferentes.

No entanto, provou que mesmo uma mísera decisão tem o poder de alterar o destino de uma pessoa.

“Meu querido.”

Então, é uma merda. Bem, pelo menos para mim.

Resumindo, fiz algumas escolhas que acabei me arrependendo.

Escolhas que me colocaram nesta situação.

É aquela coisa ‘Eu não deveria ter jogado aquele maldito jogo’

Bem, em coisas relacionadas a este gênero, ocorre drama entre jovens inocentes, geralmente apresentando personagens complexos e peculiares. Enquanto, ao mesmo tempo, mantém a familiaridade e os arquétipos.

É um bom jogo, bem, se eu não acabasse dentro. Isso faz algum sentido? Alguém poderia acabar dentro de um jogo apenas por jogá-lo?

Não sei a razão para isso ter ocorrido.

Algum ser divino quis isso ou foi porque me apeguei a protagonista?

Como de costume, me diverti e zerei o jogo, depois fui para a cama.

Assim que abri meus olhos, eu já estava no jogo.

“Meu querido. Está me escutando?”

Eu não respondi.

Vai que essa pessoa não perceba que estou aqui e vá embora. Por favor!

“Eu sei que você está aí. É melhor você abrir.”

“…”

“Já falei com a supervisora ​​​ Ophelia, você não tem aula hoje.”

“…”

É como stalker.

Preciso bolar outra maneira de me livrar dela…

“Tudo bem, então você vai mesmo me ignorar até o fim?”

Pude ouvir suspiro impotente de trás da porta.

“Certo, vou cortar essa coisa e me convidar para entrar.”

Essa maluca…

Sem me dar qualquer chance de responder, uma espada que parecia sugar toda a luz circundante cortou a porta do meu quarto.

As instalações do dormitório da academia Elfante foram projetadas para manter os alunos seguros, mesmo contra grandes monstros.

Não é, de forma alguma, fácil de romper.

No entanto, esta mulher assustadora cortou como se fosse papel.

“Isso não é uma violação das regras da academia?”

“O Conselho Estudantil é responsável por impor a punição pelas violações das regras mas… eu sou a Presidente do Conselho Estudantil.”

Ela admitiu na cara dura que está abusando do seu poder.

Embainhando sua espada de cor preta em uma bainha que também é preta, que combinava com sua roupa que também era preta.

Ela usava roupas pretas da cabeça aos pés, contrastando com a brancura de sua pele pálida e cabelos longos e lisos.

Dando mais destaque ao seus olhos vermelhos brilhantes em um look da mesma cor.

Finalizando com o distinto ar ‘nobre’ em torno dela, unindo todas essas características.

Seu olhar único ficou gravado na minha memória… Não, é inesquecível.

“Eu vim porque tenho algo a dizer. Já que ultimamente você vem me evitando.”

“…”

“Contando com essa… já é mais ou menos… 32ª vez?”

“Por que você contaria isso?”

Enquanto pensava, respondi sem pensar duas vezes.

Diante de mim estava Elnore, a presidente do conselho estudantil da Elfante.

Ela é uma beldade popular, excelente em artes marciais e literárias, e é filha do duque Tristan.

Uma personagem brilhante que ninguém como eu cruzaria.

Claro, se as coisas ocorressem como planejado.

“…”

Primeiro que, não se envolver com essa garota é o melhor para mim.

Logo, mais cenas começou a inundar minha mente.

As ilustrações e CGs que eu vi no ‘jogo original’.

Elnore ensanguentada construindo montanhas de cadáveres.

Elnore, com seus olhos vermelhos brilhantes, liderava um exército de demônios, monstros e várias outras coisas…

O que tenho certeza, é que, independentemente, ela deixa uma impressão consistente.

Ela é uma vilã aterrorizante.

Sim, isso não é segredo para ninguém.

Esta garota é a ‘Chefe Final’ do jogo ‘Mundo Sera.’ Se o protagonista não a impedir, ela acabará levando o mundo inteiro a ruína.

Uma pessoa de tal calibre e importância deveria apenas ter passado por um figurante como eu, nada mais.

“Você sabe por que vim até aqui.”

Mas… agora é tarde demais.

As asas da borboleta já bateu e soprou a rajada do destino que me levou a esta situação atual.

Me encarando com seus olhos vermelhos, ela segurou o cabo da espada com mais força.

O clima já pesado, ficou ainda mais pesado.

Sua boca se abriu mais uma vez.

“Vou perguntar mais uma vez, Dowd Campbell.”

Uma ‘tempestade’ se formou com o bater das asas da borboleta.

“Você quer se casar comigo?”

“…”

Sério…

Eu ainda não conseguia processar uma pergunta tão simples, mas cheia de implicações.

Dowd Campbell.

O herdeiro de um pequeno lorde de uma região remota sem o menor reconhecimento.

Um novato/ninguém na Academia. E um figurante que ninguém dava nada neste mundo…

Mas agora tal pessoa… Está sendo pedido em casamento por uma garota que daqui a alguns anos acabaria com o mundo.


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